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domingo, 7 de dezembro de 2014

Imaculada Conceição da Virgem Santa Maria - Padroeira principal de Portugal

Amanhã vamos celebrar a solenidade de Imaculada Conceição da Virgem Santa Maria - padroeira principal de Portugal.




Este ano a celebração foi organizada pelo grupo de catequese de adultos do nosso centro de catequese, composto por aproximadamente duas dezenas de adultos e jovens adultos do centro de catequese (catequistas), elementos do grupo coral, da mesa administrativa da confraria do Senhor Jesus da Boa-vista e por alguns membros da comunidade. É um grupo plural e diversificado com idades entre os 17 e os 70's...aqui a idade deixa de ter limite máximo. 

Para este grupo em particular esta solenidade tem um significado muito especial pois durante muitos anos este foi o "dia da mãe". Assim, e seguindo a proposta da Pastoral Familiar do Patriarcado de Lisboa vamos nele incluir a bênção das grávidas - pedindo aos nossos leitores que partilhem esta publicação com as futuras mães que conhecem:



Ó Maria, Mãe de Jesus e nossa Mãe, 
estrela da nova evangelização, 
Senhora da vida,intercedei ao vosso Divino Filho
por todas as mulheres que esperam o nascimento dos seus filhos,
para que cada mãe que acalenta no seu seio uma vida nascente, 
viva na saúde da alma e do corpo a alegria do amor de Deus pela humanidade.

Ó Maria bem-aventurada perante todas as gerações, 
porque o Todo-Poderoso realizou em vós maravilhas, 
rogai a Deus por todas as mulheres grávidas, 
com o vosso amor de Mãe, Mestra e Rainha portadora da salvação, 
para que as abençoe, proteja e guarde na paz, alegria, fidelidade e bem-estar.
Nós vos pedimos por vosso Filho Jesus Cristo, que é Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo.
Ámen
 



segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Primeiro dia do peregrino



Hoje, 13 de outubro, celebra-se o primeiro Dia Nacional do Peregrino em Portugal, uma decisão recente do Parlamento português aprovou a instituição do Dia do Peregrino que reconhece a importância do fenómeno do peregrinar.
 
Para Lourenço de Almeida, membro da direção do Centro Nacional da Cultura e responsável pelo projeto “Caminhos de Fátima”, a iniciativa vem reconhecer a importância do ato de peregrinar", não só do ponto de vista “religioso” mas também ao nível de todas as “atividades complementares” que a partir dele se geram. Salienta ainda que “Hoje já ninguém duvida que a cultura ultrapassa a informação e os conhecimentos e integra o cultivo das relações com a natureza, na qual nos inserimos. É o fruto dessa interação que o peregrinar nos proporciona”.
 
A delegada e voluntária do Centro Nacional da Cultura para o Caminho do Mar acredita que a criação do Dia do Peregrino resulta também de uma nova forma de encarar esta atividade.
 
“Há uns anos confidenciavam-me que cumpriam promessas. Hoje vejo que vão à procura de algo, à procura de Deus. A instituição deste dia faz-nos olhar para os peregrinos como pessoas que procuram algo de bom, para além de fatores económicos que não deixam de ser importantes”, aponta Isabel Blanco Ferreira.
 
Em jeito de conclusão transcrevemos um texto, de autor desconhecido, intitulada: Cristo e eu

Eu, peregrino. Ele o caminho.
Eu, a pergunta. Ele a resposta.
Eu, a água. Ele a fonte.
Eu, tão fraco. Ele a força.
Eu, as trevas. Ele a luz.
Eu, o pecado. Ele o perdão.
Eu, a luta. Ele a vitória.
Eu, o inverno. Ele o sol.
Eu, caindo. Ele a Rocha.
Eu, doente. Ele o milagre.
Eu, a pauta. Ele a sinfonia.
Eu, o grão de trigo. Ele o pão.
Eu, comungando. Ele a Eucaristia.
Eu, a gota. Ele o oceano.
Eu, a procura. Ele o endereço.
Meu passado e meu presente em suas mãos.
Meu futuro: todo Dele.
Eu, no tempo.....E Cristo a Ressurreição

(texto adaptado da Agência Ecclesia)

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Senhor de Matosinhos



Por alturas de uma das maiores romarias do Norte de Portugal, não podíamos deixar de publicar sobre o Senhor de Matosinhos.

É em Matosinhos que podemos contemplar aquela que para muitos é a mais antiga imagem de Cristo crucificado existente em Portugal. Foi no ano 124 que, segundo a lenda, as águas do oceano depositaram na praia desta localidade uma belíssima imagem de Jesus na cruz esculpida, poucos anos antes, por Nicodemos, testemunha privilegiada dos últimos momentos da vida de Cristo.
 
Objeto de fortíssima devoção desde a Idade Média, a imagem do Bom Jesus de Matosinhos embora não seja tão antiga quanto insinua a lenda, não deixa de ser efetivamente, aos olhos dos estudiosos, uma das mais antigas imagens de Cristo crucificado que se podem contemplar no nosso país, datando dos séculos XII/ XIII.
 
É uma imagem que só muito raramente sai do interior da sua igreja, tendo ocorrido em 1944 e 1967 as únicas exceções das últimas décadas. No entanto, em momentos de particular aflição, deslocou‐se até ao Porto em procissão e grande fervor religioso. Caso de 1526 na sequência de “apavorantes” calamidades naturais que vinham atingindo a cidade, 1596 e 1644 por ocasião de grandes cheias, ou 1696 por causa de uma “mortífera peste” que enchia os hospitais e “mergulhara a cidade num imenso pavor”.
 
A antiguidade do Senhor de Matosinhos parece ficar igualmente atestada por estarmos em presença de um Cristo significativamente “pudico”. O saiote cobre totalmente uma das pernas, enquanto a outra descobre apenas meio joelho, para evidenciar as feridas de Jesus. Enfim, uma imagem do tempo “em que toda a nudez será castigada”, bem distante de Cristos posteriores representados sem grandes preocupações coma exposição da nudez do corpo. (Excertos retirados da obra, editada pela Câmara Municipal de Matosinhos, “Senhor de Matosinhos. Lenda. História. Património”, de Joel Cleto)
 
Para melhor se compreender a história, a lenda e todo o seu enquadramento, deixamos abaixo documentário do Prof. José Hermano Saraiva para o programa Horizontes da Memória da RTP.
 



quinta-feira, 18 de abril de 2013

Torre dos Clérigos - 250º Aniversário



 Hoje a Agência Ecclesia tem um artigo sobre "a nossa torre". Esta torre, da Igreja dos Clérigos, é uma das imagens "de marca" da nossa cidade do Porto e de Portugal no mundo. O artigo que a seguir transcrevemos fala do 250º aniversário da torre. Esta e muitas outras atividades se seguirão para assinalar tão assinalável acontecimento e monumento.



O Porto vai assinalar entre sábado e domingo os 250 anos da Torre dos Clérigos, um dos ex-líbris da cidade, com um programa de concertos de carrilhão e atuações musicais «non stop» (sem parar).

A iniciativa, promovida pela Irmandade dos Clérigos, inclui espetáculos de música barroca e contemporânea à construção do edifício, do século XVIII, na igreja dos Clérigos, por parte dos alunos da Escola Superior de Música do Porto.

Depois a inauguração das obras de conservação e restauro da capela de Nossa Senhora da Lapa, a igreja dos Clérigos tem obras “de intervenção e restauro das caixilharias e ferragens dos janelões da frontaria”, disse à Agência ECCLESIA o padre Américo Aguiar, juiz da Irmandade dos Clérigos.

A Irmandade dos Clérigos aguarda também “a aprovação do projeto de requalificação total do edifício” por parte da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, mas existe “a esperança que se possa concretizar o projeto”.

O sacerdote revelou que na terça-feira vai decorrer o relançamento do livro ‘Uma aventura no Porto’, de Isabel Alçada e de Ana Maria Magalhães, que terá um capítulo novo relacionado com os 250 anos dos Clérigos, com “a presença de alunos das escolas e colégios da cidade”.

Ainda este mês vai ser lançado “um sabonete” com o objetivo de “provocar a cidade para a criação de um novo merchandising”.

A Irmandade dos Clérigos pretende que o monumento tenha “um novo brilho” e que “seja devolvido à cidade”, para “renovar a relação de namoro, noivado e amizade com os habitantes”.

Aquele que foi “durante muitos anos o ponto mais elevado do Porto” é para Germano Silva, historiador da cidade, “uma varanda virada para o Rio Douro”.

A Torre dos Clérigos chegou a ser aproveitada como “marca para os navios que vinham do alto mar”, salientou.

O monumento, projetado pelo arquiteto italiano Nicolau Nasoni (1691-1773), começou a ser construído em 1732 e ficou concluído em 1763; tem 76 metros de altura que podem ser subidos pelos visitantes através de uma escada em espiral com 240 degraus, num edifício que já foi o mais alto de Portugal.

Com planta octogonal, a igreja dos Clérigos foi construída “numa nesga de terreno” que existia ao cimo da calçada da Natividade, como se chamava na altura a rua dos Clérigos, e o arquiteto toscano “fez um prodígio fantástico”, sustenta Germano Silva.

O projeto inicial “admitia a construção de duas torres”, mas como o terreno era diminuto, Nasoni desistiu da “primeira ideia”.

O edifício é um monumento nacional desde 1910 e está inserido na zona classificada como Património da Humanidade.



sábado, 8 de dezembro de 2012

Imaculada Conceição




A Imaculada Conceição é, segundo o dogma católico, a concepção da Virgem Maria sem mancha ("mácula" em latim) do pecado original. A Virgem Maria foi preservada por Deus desde o primeiro instante da sua existência, enchendo-a da graça divina e afastando dela a falta de graça da humanidade. Assim Maria viveu toda a sua vida livre do pecado. Uma vez que Jesus iria encarnar no ventre da Virgem Maria, era necessário que ela estivesse completamente livre de pecado para poder gerar o Filho de Deus.

A festa da imaculada Conceição é celebrada no dia 8 de Dezembro, hoje. Esta festa foi instituída no ano de 1476, pelo papa Sisto IV. A Imaculada Conceição foi solenemente definida  como dogma pelo Papa Pio IX, e o Papa fez a definição oficial do dogma da Imaculada Conceição de Maria. Assim se expressou:

Em honra da santa e indivisa Trindade, para decoro e ornamento da Virgem Mãe de Deus, para exaltação da fé católica, e para incremento da religião cristã, com a autoridade de Nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados Apóstolos Pedro e Paulo, e com a nossa, declaramos, pronunciamos e definimos a doutrina que sustenta que a beatíssima Virgem Maria, no primeiro instante de sua Conceição, por singular graça e privilégio de Deus omnipotente, em vista dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do género humano, foi preservada imune de toda mancha de pecado original, essa doutrina foi revelada por Deus e, portanto, deve ser sólida e constantemente crida por todos os fiéis.
Em 8 de Dezembro de 1904, em Lisboa solenemente lançou-se a primeira pedra para um monumento comemorativo do cinquentenário da definição do dogma. Ao ato, a que assistiram as pessoas reais, patriarca e autoridades, estiveram também representadas muitas irmandades de Nossa Senhora da Conceição, de Lisboa e do país, sendo a mais antiga a da actual freguesia dos Anjos, que foi instituída em 1589.
Em Portugal, o culto foi oficializado por D. João IV, filho de D. Teodósio e D. Ana Velasco, primeiro rei da dinastia de Bragança. Sendo um dos nossos feriados nacionais, de extrema importância para Vila Viçosa, uma vez que é aqui que se encontra Nª. Sr.ª da Conceição.

Foi também em Vila Viçosa que D. João IV, filho dedicado e obediente da Santa Igreja e devotíssimo da Virgem da Conceição, perante a imagem de Nossa Senhora da Conceição ofereceu Portugal à Mãe Imaculada de Jesus, depondo a coroa real aos pés da Rainha do Céu que, doravante, seria também a Rainha de Portugal. A que era somente Padroeira de Vila Viçosa passou a ser Padroeira de Portugal.

Para além da coroação de Nossa Senhora da Conceição, D. João IV reconhecendo a protecção eficaz da Padroeira do Reino pela libertação do domínio francês, criou a ordem militar de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa.

Depois desse grande momento, os reis seus sucessores nunca mais puseram sobre a cabeça a coroa real.

Em Portugal e no Brasil é tradição montar a árvore de Natal e enfeitar a casa no dia 8 de Dezembro, dia de N.Sra. da Conceição.