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sábado, 16 de agosto de 2014

Assunção de Maria

Hoje trazemos mais um artigo da Agência Ecclesia sobre a Assunção de Maria, celebrada a 15 de Agosto. O dogma foi definido em 1950 por Pio XII, mas este dia já era celebrado anteriormente e é feriado em Portugal.




A Igreja Católica assinala hoje a solenidade litúrgica da Assunção de Maria, um dogma solenemente definido pelo Papa Pio XII em 1 de novembro de 1950 e celebrado há vários séculos, numa data que é feriado em Portugal.

“Declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que a imaculada Mãe de Deus, a sempre virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial", refere a constituição apostólica ‘Munificentissimus Deus’ com a qual se deu a definição deste dogma da fé católica.

Pio XII referia que “não só os simples fiéis, mas até aqueles que, em certo modo, personificam as nações ou as províncias eclesiásticas, e mesmo não poucos padres do Concílio Vaticano pediram instantemente à Sé Apostólica esta definição”.

“Com o decurso do tempo essas petições e votos não diminuíram, antes foram aumentando de dia para dia em número e insistência”, acrescentava.

Os católicos orientais celebram esta festa desde o século V com o nome de “Dormição de Maria”.

No calendário litúrgico da Igreja latina celebra-se, com a categoria de solenidade (a mais importante, além das celebrações dominicais), a 15 de agosto.

A festa da Assunção da Virgem Santa Maria é celebrada como padroeira principal da Diocese do Porto e titular da catedral, o mesmo acontecendo em Viana do Castelo, sob a designação de Santa Maria Maior.

Nas dioceses do Algarve, Aveiro, Braga (sob o título de Santa Maria de Braga), Évora, Guarda, Lamego, Leiria-Fátima, Lisboa (sob o título de Santa Maria Maior), Portalegre-Castelo Branco e Viseu este dia é o da festa titular das respetivas igrejas catedrais ou concatedrais.

sábado, 26 de julho de 2014

A fecundidade da terra está nas pessoas

Hoje trazemos mais um texto da agência Ecclesia, da autoria de Paulo Rocha, ótimo para ler nesta altura de férias



Férias, praia, regresso de emigrantes, encontros a gerar imagens que não se esquecem; a criar momentos que passam para molduras exibidas na memória principal muitas famílias, grupos ou comunidades. Entre quem sai e quem fica, estes instantes acontecem após a ausência de um rosto, ao longo de um ou mais anos e em episódios não poucas vezes anedóticos pela linguagem hibrida, mestiçagem de tradições e culturas ou a mistura de hábitos do quotidiano das origens com os de destino.

Procurar um local de férias, voltar ao seio da natalidade, descobrir tesouros em paisagens milenares e tentar perceber o que de melhor preenche o horizonte é um exercício sempre desafiante e possível de repetir vezes sem fim. Até para descobrir riquezas, produtos naturais que dão valor a uma porção de terra e que mostram a sua fecundidade, a sua capacidade de dar fruto para quem a habita e para quem por ela passa.

Visitar lugares de encontro habitual ou chegar à novidade de uma latitude não pode oferecer só a possibilidade de admirar o que os olhos contemplam e é dado pela natureza. Tem de ir além do que nasce, cresce, morre e volta a crescer pela força da terra, pelo sol que desponta e a chuva que densifica. Milagre da Mãe Natureza que a física, a química ou as ciências biológicas nunca alcançam plenamente e que mostram a força da Terra.

Mas não podem ficar por aí os olhares descansados dos dias de verão. Porque não é na terra que se encontra o que de melhor dela sai, mas nas pessoas que a habitam. Encontrar outras culturas ou o regressar ao ambiente natal, olhar o desconhecido ou percorrer espaços que viram crescer pessoas e famílias é oportunidade para o espanto diante do que cada um tem de melhor, porque mais autêntico. Experiência destes dias como do encontro entre o azeite e a água!

Há encontros com a energia de uma porção de terra, de uma comunidade ou um País que não se compreendem apenas com a classificação botânica ou as estatísticas de desenvolvimento. É necessário estar e ser com outras pessoas. Tanto em encontros ocasionais como nos reencontros entre companheiros de outros tempos.

As memórias podem exploram – apenas - o que de melhor cada um tem e foi capaz de colocar ao serviço de todos. (Pena é que nem sempre as pessoas assim sejam!)

Em férias, praia ou no encontro com quem regressa da emigração, faça-se a exibição de tudo o que se construiu, mostrem-se percursos de vida, os frutos de uma geração ou um ano de trabalho qual festa das colheitas, um verdadeiro “São Miguel” antecipado… Porque a fecundidade da terra está nas pessoas!